Comissão aprova projeto que flexibiliza regras de posse e porte de armas no Brasil

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28 de outubro de 2026
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Comissão aprova projeto que flexibiliza regras de posse e porte de armas no Brasil

Texto aprovado permite que qualquer cidadão brasileiro com 25 anos ou mais atenda a critérios objetivos para obter arma de fogo; proposta segue em tramitação na Câmara dos Deputados
Da Agência Câmara – 28/10/2026 – 11:51
Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Delegado Caveira (PL - PA)
O deputado Delegado Caveira é o relator da proposta – Foto: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que propõe uma reforma abrangente na legislação brasileira sobre aquisição, posse e porte de armas de fogo.

Principais mudanças propostas

O texto substitutivo, apresentado pelo deputado Delegado Caveira (PL‑PA), altera o Estatuto do Desarmamento, eliminando a exigência de declaração de necessidade e estabelecendo critérios objetivos para a obtenção de armas de uso permitido. As alterações estão condicionadas à aprovação em referendo popular.

Critérios objetivos para aquisição

Para ter direito à posse e ao porte de arma, o interessado deve cumprir as seguintes condições:

  • Ter no mínimo 25 anos de idade;
  • Demonstrar idoneidade, mediante apresentação de certidões negativas e ausência de inquérito ou processo por crime doloso incompatível com o direito de porte;
  • Comprovar aptidão psicológica;
  • Atender aos requisitos de capacidade técnica;
  • Possuir residência fixa;
  • Exercer atividade lícita.

Certificado de Registro: novas regras

O Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) passará a autorizar tanto a manutenção da arma na residência ou local de trabalho quanto o seu porte durante o trânsito fora desses locais, desde que o titular ou responsável legal seja o proprietário.

Integração tecnológica

O projeto prevê a integração em tempo real entre o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), da Polícia Federal, e o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), do Exército, facilitando o controle e a rastreabilidade das armas.

Profissionais de segurança

Regras específicas são mantidas para forças de segurança, Forças Armadas, guardas municipais e agentes do Judiciário e do Ministério Público, incluindo obrigações de guarda, armazenamento e comunicação de extravio em até 24 horas.

Disposições mantidas do Estatuto do Desarmamento

Aspectos como identificação de munições, classificação de calibres, destinação de armas apreendidas e o Banco Nacional de Perfis Balísticos permanecem inalterados, segundo o relator.

Próximos passos

Com caráter conclusivo, a proposta seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de chegar ao Senado Federal. Para se tornar lei, precisa ser aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quem aprovou o projeto que altera as regras de armas?

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei, sob relatoria do deputado Delegado Caveira (PL‑PA).

Quais são as principais mudanças propostas?

O texto elimina a exigência de declaração de necessidade, estabelece critérios objetivos (idade mínima de 25 anos, idoneidade, aptidão psicológica, capacidade técnica, residência fixa e atividade lícita) e submete as alterações a referendo popular.

Como fica o porte de arma com o novo certificado?

O Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) passará a autorizar o porte durante o trânsito fora da residência ou local de trabalho, desde que o proprietário seja o titular ou responsável legal.

Haverá integração entre sistemas de controle?

Sim, o projeto prevê a integração em tempo real entre o Sinarm (Polícia Federal) e o Sigma (Exército).

Quais categorias profissionais têm regras específicas?

Forças de segurança, Forças Armadas, guardas municipais e agentes do Judiciário e do Ministério Público mantêm regras especiais de posse e porte.

O que permanece inalterado do Estatuto do Desarmamento?

A identificação de munições, classificação de calibres, destinação de armas apreendidas e o Banco Nacional de Perfis Balísticos continuam valendo.

Qual o próximo passo para a proposta virar lei?

A proposta seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, para o Senado Federal, onde precisará ser aprovada nas duas Casas.

Resumo

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um projeto que flexibiliza a aquisição de armas no Brasil, eliminando a declaração de necessidade e estabelecendo critérios objetivos para cidadãos com 25 anos ou mais. O texto prevê referendo popular e integração entre Sinarm e Sigma, mantendo regras especiais para profissionais de segurança e preservando dispositivos importantes do Estatuto do Desarmamento.

Perguntas Frequentes

Quem aprovou o projeto que altera as regras de armas?

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei, sob relatoria do deputado Delegado Caveira (PL‑PA).

Quais são as principais mudanças propostas?

O texto elimina a exigência de declaração de necessidade, estabelece critérios objetivos (idade mínima de 25 anos, idoneidade, aptidão psicológica, capacidade técnica, residência fixa e atividade lícita) e submete as alterações a referendo popular.

Como fica o porte de arma com o novo certificado?

O Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF) passará a autorizar o porte durante o trânsito fora da residência ou local de trabalho, desde que o proprietário seja o titular ou responsável legal.

Haverá integração entre sistemas de controle?

Sim, o projeto prevê a integração em tempo real entre o Sinarm (Polícia Federal) e o Sigma (Exército).

Quais categorias profissionais têm regras específicas?

Forças de segurança, Forças Armadas, guardas municipais e agentes do Judiciário e do Ministério Público mantêm regras especiais de posse e porte.

O que permanece inalterado do Estatuto do Desarmamento?

A identificação de munições, classificação de calibres, destinação de armas apreendidas e o Banco Nacional de Perfis Balísticos continuam valendo.

Qual o próximo passo para a proposta virar lei?

A proposta seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e, posteriormente, para o Senado Federal, onde precisará ser aprovada nas duas Casas.