Mulheres do Congresso prometem atuação suprapartidária após eleições de 2026

Eleições 2026: Apenas um ex-constituinte renova mandato na Câmara dos Deputados
7 de outubro de 2026
CNJ e Banco Central propõem sistema nacional para rastrear precatórios e evitar fraudes em cessões
7 de outubro de 2026
Exibir tudo

Deputadas do Brasil unem forças além das divisões partidárias

A bancada feminina da Câmara planeja continuar trabalhando unida, independentemente das diferenças ideológicas, com foco em mais cadeiras para mulheres e maior investimento no combate ao feminicídio
Da Agência Câmara – 07 de outubro de 2026 – 15:04
Deputada Jack Rocha (PT-ES) durante homenagem aos 20 anos da Lei Maria da Penha
Jack Rocha: mulheres encontram pontos em comum que unem suas agendas

Um compromisso que transcende siglas

Após o primeiro turno das eleições de 2026, que evidenciaram uma polarização ideológica no país, as deputadas da Câmara dos Deputados reafirmaram seu propósito de manter uma atuação suprapartidária. Tanto a atual coordenadora da bancada feminina, Jack Rocha (PT-ES), quanto a ex-coordenadora Soraya Santos (PL-RJ), destacaram que as questões de gênero seguem unindo as parlamentares, independentemente de filiações.

Cotas de gênero: do atual percentual de candidaturas à reserva de cadeiras

A legislação vigente garante 30% das vagas para candidaturas femininas na distribuição proporcional de recursos, mas não assegura um número mínimo de assentos no Parlamento. Jack Rocha defende que essa cota comece com o mesmo percentual de 30%, lembrando que, a partir de 2027, o número de mulheres deputadas passará de 90 para 109 em um total de 513 cadeiras – pouco mais de 20% da composição atual.

Soraya Santos, por sua vez, defende um aumento mais agressivo, propondo uma reserva de 50% para mulheres, uma vez que elas representam aproximadamente 52% do eleitorado brasileiro. Segundo a parlamentar, um sistema de cotas mais robusto poderia reduzir significativamente os ataques contra candidaturas femininas, como ocorre em países europeus onde as cadeiras já estão estabelecidas.

Deputada Soraya Santos (PL-RJ) durante discussão legislativa
Soraya Santos: mais vagas poderiam diminuir a hostilidade contra mulheres na política

Desafios regionais e a necessidade de mais representatividade

Apesar dos avanços, a representatividade feminina ainda é desigual em algumas unidades da federação. Estados como Piauí, Roraima e o Distrito Federal ainda não elegem nenhuma deputada federal, evidenciando a necessidade de ações afirmativas regionais.

Prioridades legislativas: mais recursos para a proteção das mulheres

Jack Rocha enfatiza que a principal bandeira da bancada é a ampliação do orçamento para políticas públicas voltadas ao combate à violência contra a mulher e ao incentivo ao empreendedorismo feminino. A parlamentar recorda que, atualmente, quatro mulheres são vítimas de feminicídio por dia no Brasil, dados que, segundo ela, não podem ser ignorados.

A estratégia inclui a destinação de verbas adicionais para a implementação da Lei Maria da Penha, para serviços de apoio a vítimas e para programas que promovam a independência econômica feminina.

Impacto esperado e perspectivas para o futuro

Especialistas em ciência política avaliam que uma maior participação feminina no Parlamento tende a diversificar o debate legislativo, incorporando perspectivas até então subrepresentadas. A expectativa é que, com mais mulheres eleitas, as propostas relacionadas à saúde das mulheres, à proteção contra a violência de gênero e à equidade no mercado de trabalho ganhem maior prioridade na agenda governamental.

Para mais informações sobre as eleições de 2026 e outros temas relacionados, acesse a seção de notícias da Câmara dos Deputados.

Infográfico: evolução da bancada feminina

Infográfico sobre a evolução do número de mulheres deputadas

Perguntas Frequentes

Qual é o principal objetivo da bancada feminina após as eleições de 2026?

O principal objetivo é manter uma atuação suprapartidária, focando na ampliação da representatividade feminina no Parlamento e no aumento do orçamento para combater a violência de gênero e apoiar o empreendedorismo feminino.

Qual é a situação atual das cotas de gênero no Brasil?

Atualmente, existe uma reserva de 30% das vagas para candidaturas femininas na distribuição proporcional de recursos, mas ainda não há uma cota mínima de cadeiras assegurada no Congresso.

O que as deputadas propõem em relação às cotas de assentos?

Jack Rocha defende a manutenção dos 30% atuais, enquanto Soraya Santos propõe uma reserva de 50% para mulheres, refletindo a proporção do eleitorado feminino.

Quais regiões ainda enfrentam desafios de representatividade feminina?

Estados como Piauí, Roraima e o Distrito Federal ainda não elegeram nenhuma deputada federal, evidenciando a necessidade de ações afirmativas regionais.

Quais são as principais prioridades legislativas da bancada feminina?

As principais prioridades incluem mais recursos orçamentários para o combate ao feminicídio, fortalecimento da Lei Maria da Penha e apoio ao empreendedorismo feminino.