Foz do Iguaçu sedia o lançamento do Anuário da Justiça do Trabalho 2025.

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A revista eletrônica Consultor Jurídico lançou, nesta sexta-feira (28/11), em Foz do Iguaçu (PR), a edição 2025 do Anuário da Justiça do Trabalho. A distribuição da publicação ocorreu durante o IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, evento organizado pela Academia Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP) em conjunto com a Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT).

A apresentação do Anuário foi conduzida pelo diretor da ConJur, Márcio Chaer, acompanhado pelo ministro Douglas Alencar Rodrigues, do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e coordenador científico do congresso, e pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proferiu a palestra magna do evento. O ministro Alencar Rodrigues destacou que a publicação se consolidou ao longo das últimas décadas como uma “radiografia confiável do Judiciário brasileiro”. Segundo ele, conhecer os julgadores é fundamental para a compreensão das decisões judiciais, e iniciativas que aproximam o Poder Judiciário da sociedade são de grande valia.

Intitulada “A recriação do trabalho”, a quinta edição do Anuário aprofunda a análise sobre as novas modalidades de relações de emprego e de trabalho. O conteúdo, embasado em levantamentos estatísticos e pesquisas jurisprudenciais, aponta a insuficiência da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para regular os atuais interesses de capital e trabalho. Neste cenário de transição, a publicação indica que cabe ao Judiciário a tarefa de estabelecer parâmetros e ordenar as relações.

Em artigo exclusivo para o Anuário, o ministro Douglas Alencar Rodrigues argumenta que o desafio contemporâneo da Justiça do Trabalho é encontrar um equilíbrio entre o protecionismo estatal e a liberdade econômica, além de fortalecer a negociação coletiva. Para o ministro, uma compreensão ampla dos postulados da ordem social e econômica pode pavimentar um caminho de equilíbrio virtuoso, que assegure a proteção social ao trabalhador sem obstruir o desenvolvimento econômico.

Por sua vez, o diretor jurídico da JBS, Adriano Ribeiro, avalia em seu artigo que o Brasil se encontra em um estágio intermediário de flexibilização. Embora reconheça os avanços da reforma trabalhista de 2017 e de decisões do STF, ele critica a resistência institucional, notadamente do TST, e a excessiva judicialização. Ribeiro defende a necessidade de uma regulação clara, proteção social proporcional e diálogo institucional para evitar tanto a rigidez excessiva quanto a precarização.

A publicação reúne perfis dos 27 ministros do TST e dos desembargadores dos 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), detalhando suas competências e tendências decisórias. O Anuário analisa os temas de maior repercussão no ramo trabalhista e aponta os rumos futuros das relações de trabalho, sendo uma ferramenta essencial para advogados, magistrados e demais atores do setor.



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