Deputadas do Brasil unem forças além das divisões partidárias
Um compromisso que transcende siglas
Após o primeiro turno das eleições de 2026, que evidenciaram uma polarização ideológica no país, as deputadas da Câmara dos Deputados reafirmaram seu propósito de manter uma atuação suprapartidária. Tanto a atual coordenadora da bancada feminina, Jack Rocha (PT-ES), quanto a ex-coordenadora Soraya Santos (PL-RJ), destacaram que as questões de gênero seguem unindo as parlamentares, independentemente de filiações.
Cotas de gênero: do atual percentual de candidaturas à reserva de cadeiras
A legislação vigente garante 30% das vagas para candidaturas femininas na distribuição proporcional de recursos, mas não assegura um número mínimo de assentos no Parlamento. Jack Rocha defende que essa cota comece com o mesmo percentual de 30%, lembrando que, a partir de 2027, o número de mulheres deputadas passará de 90 para 109 em um total de 513 cadeiras – pouco mais de 20% da composição atual.
Soraya Santos, por sua vez, defende um aumento mais agressivo, propondo uma reserva de 50% para mulheres, uma vez que elas representam aproximadamente 52% do eleitorado brasileiro. Segundo a parlamentar, um sistema de cotas mais robusto poderia reduzir significativamente os ataques contra candidaturas femininas, como ocorre em países europeus onde as cadeiras já estão estabelecidas.
Desafios regionais e a necessidade de mais representatividade
Apesar dos avanços, a representatividade feminina ainda é desigual em algumas unidades da federação. Estados como Piauí, Roraima e o Distrito Federal ainda não elegem nenhuma deputada federal, evidenciando a necessidade de ações afirmativas regionais.
Prioridades legislativas: mais recursos para a proteção das mulheres
Jack Rocha enfatiza que a principal bandeira da bancada é a ampliação do orçamento para políticas públicas voltadas ao combate à violência contra a mulher e ao incentivo ao empreendedorismo feminino. A parlamentar recorda que, atualmente, quatro mulheres são vítimas de feminicídio por dia no Brasil, dados que, segundo ela, não podem ser ignorados.
A estratégia inclui a destinação de verbas adicionais para a implementação da Lei Maria da Penha, para serviços de apoio a vítimas e para programas que promovam a independência econômica feminina.
Impacto esperado e perspectivas para o futuro
Especialistas em ciência política avaliam que uma maior participação feminina no Parlamento tende a diversificar o debate legislativo, incorporando perspectivas até então subrepresentadas. A expectativa é que, com mais mulheres eleitas, as propostas relacionadas à saúde das mulheres, à proteção contra a violência de gênero e à equidade no mercado de trabalho ganhem maior prioridade na agenda governamental.
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Infográfico: evolução da bancada feminina
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Perguntas Frequentes
Qual é o principal objetivo da bancada feminina após as eleições de 2026?
O principal objetivo é manter uma atuação suprapartidária, focando na ampliação da representatividade feminina no Parlamento e no aumento do orçamento para combater a violência de gênero e apoiar o empreendedorismo feminino.
Qual é a situação atual das cotas de gênero no Brasil?
Atualmente, existe uma reserva de 30% das vagas para candidaturas femininas na distribuição proporcional de recursos, mas ainda não há uma cota mínima de cadeiras assegurada no Congresso.
O que as deputadas propõem em relação às cotas de assentos?
Jack Rocha defende a manutenção dos 30% atuais, enquanto Soraya Santos propõe uma reserva de 50% para mulheres, refletindo a proporção do eleitorado feminino.
Quais regiões ainda enfrentam desafios de representatividade feminina?
Estados como Piauí, Roraima e o Distrito Federal ainda não elegeram nenhuma deputada federal, evidenciando a necessidade de ações afirmativas regionais.
Quais são as principais prioridades legislativas da bancada feminina?
As principais prioridades incluem mais recursos orçamentários para o combate ao feminicídio, fortalecimento da Lei Maria da Penha e apoio ao empreendedorismo feminino.
