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Enquanto uns falam com entusiasmo sobre sua provável candidatura – “luz no fim do túnel”, “Agora é Marina!” – outros fazem duras críticas – e afirmam que Marina Silva é apenas um fenômeno efêmero e “emocional”.
O #SalaSocial, o projeto BBC Brasil que produz conteúdo original a partir das redes sociais, fez a
seguinte pergunta, via Facebook
Até a publicação desta reportagem, o post em nossa página de Facebook já havia sido compartilhado por 616 pessoas, curtido por 4.686 e rendido 1.362 comentários.
No sábado, foi feito o anúncio de que a ex-senadora Marina Silva (PSB) aceitou se candidatar à Presidência no lugar do ex-govermador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em um acidente de avião na quarta-feira. Marina era a candidata a vice em sua chapa.
Entre os comentários que colhemos no Facebook figuram os de Thiago Alves, para quem uma candidatura de Marina seria uma ameaça direta à presidente Dilma Rousseff : “Tem petista desesperado. Sim ou claro??!!!”.
Uma pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta segunda-feira indica que Marina já entraria na disputa em segundo lugar nas preferências para o primeiro turno, portanto, empatada tecnicamente com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e 15 pontos atrás da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.
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Valber Anjos afirma que anteriormente “votaria nulo, pois não acreditava em nenhum dos candidatos, porém vejo em Marina a pequena luz no fim do túnel, por toda sua história. #marinapresidente”.
Mas a ex-senadora pelo Acre esteve longe de ser uma unanimidade entre os leitores consultados pela BBC Brasil.
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Para Abigail Moura Fé, “infelizmente a Marina Silva não tem condições de exercer a chefia do Executivo nem mesmo municipal e muito menos federal. Não é estadista, não é agregadora e muito menos diplomática”.
Aliny Stephane argumentou que o entusiasmo em torno de Marina é “bem simples, chama-se comoção social. O povo está comovido com o que aconteceu e nem todos estão votando em Marina e sim na esperança de Eduardo Campos estar vivo nela como está nos que iram votar”.
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Pelo Google +, a internauta Maria Lourdes Carvalho Figueiredo expressou opinião semelhante: “Penso que a mudança é emocional…a tragédia trazendo seu ônus e bônus….”.
De fato, muitas das menções à provável candidatura de Marina, ainda surgem acompanhadas de referências à morte de Eduardo Campos e ao recente enterro do seu ex-companheiro de chapa, como mostra a nuvem de palavras formulada pela ferramenta Map.
Alguns, como Francisco Diassis (@chicoassi01) responderam à pergunta formulada pela BBC Brasil, via Twitter, “Você mudou sua intenção de voto com a possível candidatura de Marina Silva à Presidência?”, com um tom mais moderado.”Era bastante óbvio que Marina iria conquistar os descontentes !!! mais calma com o andor !!!”.
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De toda forma, o entusiasmo em torno de Marina Silva é particularmente forte nas redes sociais.
A página oficial de Marina Silva no Facebook conta atualmente com 1,1 milhão de seguidores, sendo que houve um aumento de 41,9% no número de curtidas na página em uma semana. Os internautas que mais interagem no espaço da ex-senadora no Facebook têm entre 25 a 34 anos e são, em sua maioria, de São Paulo.
Segundo a ferramenta de análise de mídias sociais Topsy, no Twitter, nos últimos 30 dias, Marina foi tema de 791 mil tuítes, sendo que, destes, 316 mil foram feitos somente nos últimos sete dias.
Em termos comparativos, o número de vezes que ela foi mencionada no microblog supera as menções feitas à presidente Dilma Rousseff (mais de 781 mil) e ao ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (mais de 436 mil).