Um motorista foi preso neste sábado (16), no Distrito Federal, suspeito de ter planejado o roubo da carreta que dirigia, e de ter desviado a carga do automóvel – cerca de 43 mil litros de álcool anidro, etanol misturado à gasolina.
A operação, que contou com a participação das polícias Rodoviária Federal e Militar, também deteve duas outras pessoas: o filho do condutor da carreta e outro funcionário da empresa.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o dono do veículo procurou os agentes para denunciar o desaparecimento do motorista, da carreta e da carga. Por meio de um programa que monitora a trajetória dos automóveis, ele indicou aos agentes que o caminhão teria permanecido 30 minutos em um posto de gasolina na BR-060, próximo a Samambaia.
No local, a polícia encontrou um caminhoneiro que informou ter visto o veículo na madrugada deste sábado. O proprietário da carreta, então, mostrou a foto do condutor do automóvel para a testemunha. “O caminhoneiro reconheceu o homem e disse que ele não aparentava estar coagido”, afirmou o agente da PRF Rodrigo Frota.
De acordo com a corporação, minutos após ter recebido a informação da testemunha, o motorista ligou para o dono da carreta avisando que tinha sido assaltado e que estava em Alexânia, em Goiás. A PRF foi até a cidade goiana e interrogou a suposta vítima. “Ele entrou em contradição, então resolvemos encaminhá-lo à Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos”, disse Rodrigo Frota.
Na DF-180, próximo à Ponte Alta do Gama, no Distrito Federal, a Polícia Militar conseguiu localizar a carreta e parte da carga. No veículo estavam o filho do condutor da carreta e outro funcionário da empresa, que ao serem levados à delegacia assumiram ter participado do crime.
“A princípio, eles negaram. Mas, para o delegado, os três falaram que simularam o roubo da carreta para vender a carga”, apontou o agente da PRF Rodrigo Frota. O policial disse ainda que o condutor do automóvel tem passagem pela polícia por homicídio. A Polícia Civil investiga o caso.
Apenas metade da carga – avaliada, ao todo, em R$ 80 mil pela PRF – foi recuperada. O G1 entrou em contato com a Polícia Civil, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.