Suspeita de sequestrar bebê teve livre acesso a hospital, diz Polícia Civil do DF | Distrito Federal

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A mulher de 26 anos presa nesta quarta-feira (7) no Distrito Federal – e suspeita de ter sequestrado um bebê de 12 dias no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) na terça (6) – acessou a unidade pela entrada principal, usando nome e barriga falsos, afirma a Polícia Civil.

De acordo com as investigações, ela se apresentou como “Juliana” e passou pela recepção, sem maiores comprovações. O diretor-adjunto da Delegacia de Repressão a Sequestros (DRS), Paulo Renato Fayão, diz que houve falha na segurança.

“A mulher acessou o hospital mediante uma fraude. Pontualmente, houve uma falha na segurança do Hran, mas não é possível dizer que toda a segurança seja falha”.

A suspeita é estudante de enfermagem e, segundo as investigações, já havia frequentado a maternidade outras vezes mesmo sem ter vínculo de trabalho ou estágio com o Hran. Ainda de acordo com o inquérito, a mulher detida é casada há dois anos, mas o marido não desconfiava da falsa gravidez.

“Eles não mantinham contato íntimo há pelo menos seis meses, e ela fazia de tudo para que as consultas do pré-natal fossem marcadas no horário de trabalho do marido”, diz o delegado.

Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil nas últimas 24 horas afirmam que, em contato com as pacientes, a mulher demonstrava curiosidade sobre os bebês internados. Por várias vezes, ela entrou nos quartos “por engano”.

Bebê sequestrado no Hran na volta ao hospital — Foto: Matheus Oliveira / Agência Saúde-DF

A Polícia Civil diz acreditar que a mulher suspeita agiu sozinha, e que a escolha da criança foi “uma questão de oportunidade”.

“O marido está desapontado, e a família foi decisiva na localização da autuada. Ela conseguiu ludibriar todo mundo com a notícia da gravidez”. O delegado-adjunto de Repressão a Sequestros informou que a suposta sequestradora perdeu um bebê em 2015, no terceiro mês da gestação.

A mulher de 26 anos foi presa em flagrante, e deve responder por “subtração de incapaz para recolocação em família substituta”. A pena pode variar de dois a seis anos, mas caso sejam atestados distúrbios psiquiátricos, a mulher deverá ser encaminhada para tratamento.

A mulher que teria sequestrado o bebê de 12 dias foi presa por volta das 9h desta quarta, e o bebê, resgatado com sucesso de um sequestro que durou um dia inteiro. A mulher estava em casa, no Guará II.

O bebê foi levado da maternidade em uma sacola preta. Em seguida, a suspeita, se passando por uma amiga, teria enviado mensagens de texto do próprio celular ao marido e a familiares, comunicando o suposto nascimento do filho. A mulher ainda permaneceu cerca de cinco horas circulando pela maternidade, de acordo com as investigações.

Segundo o delegado, a sacola em que o bebê foi levado e a barriga falsa utilizada pela suspeita foram descartados. Como ela permaneceu em silêncio durante o interrogatório da polícia, até a tarde desta quarta, não havia detalhes mais específicos da suposta ação criminosa.



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